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Instituto MID - Para a participação social das pessoas com deficiência Causos
Causos
Pé Machucado PDF Imprimir E-mail

Num ensolarado domingo pela manhã estava com minha filha, Cecília,  na piscina do SESC Santo Andre. Eu pondo reparo nas moças, e ela brincando com outras crianças. Num determinado momento ela se aproximou de mim juntamente com três outras menininhas mais ou menos de sua idade, cerca de quatro anos. Uma das menininhas olhou interessada para mim, e perguntou para minha filha: seu pai está com o pé machucado? A Cecília imediatamente dirigiu seu olhar preocupado para meus pés, e respondeu tranqüilamente para a menininha: não!

(Para quem não me conhece, tenho seqüela de pólio, e as pernas e os pés bem atrofiados)

Tuca Munhoz.

 
Negócinho PDF Imprimir E-mail

Quando passeava em minha cadeira de rodas motorizada num belo domingo pela manhã, parou ao meu lado, com sua bicicleta, uma interessante jovem que me perguntou: esse negócinho tem motor? Ao que respondi: sim, tem motor, mas não é um negócinho, é uma cadeira de rodas motorizada. Ela me respondeu: ah, eu não disse cadeira de rodas porque achei que o senhor ia ficar ofendido!

 
Não tenho troco PDF Imprimir E-mail

Estava em minha cadeira de rodas fazendo compras em uma feira livre, quando, preocupado com o horário e com meus próximos compromissos, perguntei a um distraído senhor: que horas são por favor? Ele, olhando-me entre surpreso e embaraçado, no mesmo instante respondeu: não tenho troco!!

Quanto a este causo quero observar que é muito comum encontrar em feiras livres pessoas com deficiência pedintes. Nessa feira, que costumo freqüentar, cinco pessoas com deficiência pedem esmolas.

Tuca Munhoz.

 
Meléca ficou deficiente PDF Imprimir E-mail

Minha filha, Cecília, tinha cerca de cinco anos quando a presenteei com um bonequinho de gel, amarelo, bonitinho. Por suas próprias e marcantes características foi logo batizado de Meléca.

Era um tal de jogar prá cá e prá lá, grudava nas paredes, grudava no teto, em tudo quanto é lugar.

Como era de se prever, um dia o Meléca se machucou, caiu-lhe uma perna. Cecília fez uma carinha meio de tristeza meio de satisfação. Eu prá puxar conversa, comentei: ih Cecilia, agora o Meleca ficou deficiente. Ela pensou um pouco e, para minha absoluta surpresa respondeu: é pai, agora ele vai ter que ir em reunião!


Tuca Munhoz.

 
Bando de aleijados PDF Imprimir E-mail

Num belo dia ensolarado estávamos eu e meu amigo Manú desembarcando em Brasília para participarmos de um Seminário sobre Orçamento e Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência.

Como soer acontece éramos guiados pelos corredores do aeroporto por um funcionário, terceirizado, da Infraero. Eu, com deficiência física em cadeira de rodas e o Manú, com deficiência visual.
 
Num determinado momento veio em sentido contrário outro funcionário trazendo uma cadeira de rodas vazia, certamente já havia se desembaraçado de outro cliente.

Esses dois funcionários enquanto se cruzavam encetaram o seguinte diálogo: e aí hein, esse time de vocês perdeu de novo! É um bando de aleijados mesmo.

Esses daí é tudo perna de pau, não tem jeito não, respondeu o outro!!!
Eu e Manú ouvíamos tudo impassivelmente, não sabendo se protestávamos ou riamos. Afinal rimos, e muito.

Tuca Munhoz.

 

 


Notícias

Símbolos para deficiências na trajetória inclusiva

por Romeu Kazumi Sassaki

Artigo publicado na revista Reação, São Paulo, n. 66, jan./fev. 2009.

“Com sua diversidade, os signos, símbolos, logotipos e sinais representam a expressão de nossa época, que tudo permeia e marca, e são capazes de indicar o futuro, uma vez que mantêm e conservam o passado.” – Adrian Frutiger.

Como outros segmentos da população em geral, o das pessoas com deficiência tem se utilizado também de signos, emblemas, símbolos, logotipos, logomarcas e sinais a fim de comunicar - de maneira visual, sucinta e inequívoca - certas idéias para o público. A prática da transmissão de idéias através de imagens é tão antiga quanto a história da humanidade. Esta prática necessariamente
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RESILIÊNCIA

por Sandra Maia Farias Vasconcelos

Há mais de quarenta anos, a ciência tem-se interrogado sobre o fato de que certas pessoas têm a capacidade de superar as piores situações, enquanto outras ficam presas nas malhas da infelicidade e da angústia que se abateram sobre elas como numa rede engodada. Por que certos indivíduos são capazes de se levantar após um grande trauma e outros permanecem no chamado fundo do poço, incapazes de, mesmo sabendo não ter mais forças para cavar, subir tomando como apoio as paredes desse poço e continuar seu caminho?

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O ensino da filosofia e da sociologia: Contribuição para a inclusão escolar

por Guga Dorea

O Ministério da Educação e Cultura homologou a decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE) que obriga todas as escolas do ensino médio a implantarem em sua grade curricular, até agosto de 2007, as disciplinas de filosofia e de sociologia.

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